segunda-feira, 26 outubro, 2020
Saúde

Surto psicótico: Identifique os sintomas e veja como agir

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Esquizofrenia, transtorno bipolar e drogas podem ocasionar o desequilíbrio.

É preciso estar atento a condições psiquiátricas como a esquizofrenia e o transtorno bipolar. Se não tratadas adequadamente, elas podem desencadear um surto psicótico. A cautela é imprescindível para auxiliar alguém que passe pelo quadro, já que a pessoa se torna agressiva e agitada.

Além disso, a possibilidade de colocar a própria vida e a dos outros em perigo aumenta quando não há o socorro imediato e correto. Entenda a seguir as características de alguém que esteja passando por um desequilíbrio mental e saiba como proceder nessa situação.

Traços do surto psicótico

De acordo com Aleteia Crestani, médica do Serviço de Psiquiatria do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre-RS, o surto psicótico é um termo utilizado para descrever uma situação clínica na qual uma pessoa apresente uma repentina desorganização do pensamento e perda de contato com a realidade.

A profissional explica que as principais características do quadro são os pensamentos desorganizados, alucinações, delírios e comportamento considerado bizarro.

“A pessoa em surto psicótico vê a realidade de maneira distorcida, podendo tornar-se agressiva, agitada, estranha ou isolada. A crise pode ter duração variável e ocorrer durante algumas horas ou até durante muitos anos”, afirma.

Dentre as causas que podem ocasionar o desequilíbrio, a médica destaca que há uma ampla gama de transtornos psiquiátricos que podem se apresentar com sintomas psicóticos, tais como a esquizofrenia e as psicoses afetivas.

“Há também os episódios psicóticos secundários devido ao uso de substâncias psicoativas e a doença clínica ou cerebral”, cita. Além disso, condições médicas como infecções, pós-operatório traumático e intoxicação por medicamentos podem afetar a percepção da pessoa.

Como socorrer alguém em surto psicótico

Segundo Dra. Aleteia, diante de uma pessoa em surto psicótico, recomenda-se não confrontá-la, mantendo sempre uma atitude tranquila até que ela possa receber ajuda especializada.

Além disso, a profissional aconselha a vigiar o indivíduo para não haver risco de fuga ou agressão, afastando de seu alcance objetos como armas, facas ou outros utensílios que ofereçam risco.

“Em alguns casos, se o paciente não estiver oferecendo riscos, ele poderá ser atendido ambulatorialmente e permanecer em seu domicílio junto da família. Já em casos de suspeita de auto ou heteroagressão, chance de fuga, suicídio ou recusa ao tratamento, a internação psiquiátrica será recomendada, sendo que ela deverá ter a menor duração possível”, alerta a médica.

A especialista lembra que o surto psicótico é uma emergência médica e exige tratamento especializado e direcionado a cada caso. Por exemplo, o tratamento medicamentoso na crise é fundamental, devendo basear-se na maximização dos benefícios dos efeitos terapêuticos e na minimização de efeitos adversos.

“O manejo clínico da crise abrange o estabelecimento do diagnóstico, a proteção do paciente e a prescrição de antipsicóticos, entre outras medidas. Familiares deverão ser orientados, sendo que, nessa fase do tratamento, é mais comum que o paciente não se reconheça como estando doente”, ressalta a profissional.

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