segunda-feira, 26 outubro, 2020
Saúde

Fumar aumenta os riscos de enfisema pulmonar: Previna-se

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Cerca de 85% das mortes de fumantes são causadas por bronquite e enfisema pulmonar.

O cigarro é o maior causador de enfisema pulmonar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mais de 4,5 mil substâncias tóxicas do fumo matam 85% dos tabagistas por bronquite e enfisema. Diante desse quadro, é preciso conhecer a doença para perceber a importância da prevenção.

Cigarro contém mais de 4,5 mil substâncias tóxicas. Foto: iStock, Getty Images

O que é o enfisema pulmonar

O enfisema pulmonar é a destruição gradual dos tecidos que compõem o pulmão. Ela ocorre nos alvéolos, responsáveis pela troca de oxigênio por dióxido de carbono. A doença deixa esse órgão sempre distendido, o que causa a falta de ar para realizar, inclusive, tarefas simples do dia a dia.

No enfisema pulmonar, a elasticidade dos pulmões é perdida, o que dificulta a saída de ar durante a respiração. Os tabagistas, na maioria das vezes, não percebem a manifestação da doença e são diagnosticados vários anos depois de contraí-la.

Os sintomas do enfisema pulmonar

O principal sintoma de que algo com o pulmão vai mal é a falta de ar. Em geral, depois de muito tempo como tabagista, a pessoa acima de 65 anos costuma manifestar a doença. Primeiro, falta o ar ao fazer grandes esforços. Quando a doença avança, esse sintoma passa a aparecer em atividades simples como pentear-se, vestir uma roupa ou até comer.

Com o agravamento da doença, a falta de ar pode aparecer mesmo durante o sono. Muitas pessoas precisam descansar com travesseiros altos ou, em alguns momentos, dormir sentadas, devido à falta de oxigênio. Se o tabagista tiver bronquite crônica, chiado e tosse também poderão surgir.

Diagnóstico do enfisema pulmonar

A falta de ar associada ao hábito de fumar por muitos anos pode levar o médico a diagnosticar o enfisema pulmonar. De qualquer forma, são os exames de radiografia, tomografia e raio-x, em conjunto com a espirometria (que testa a capacidade dos pulmões) que dão a certeza para que o paciente inicie o tratamento.

Como o enfisema pulmonar não tem cura, o objetivo do tratamento é evitar que a doença se agrave e melhorar sensivelmente a capacidade dos pulmões por meio de medicação.

Para esses casos, a terapia de reabilitação é bastante recomendada. Ela faz o paciente usar, de maneira eficiente, a energia limitade que possui. Desta forma, é possível executar as tarefas diárias sem tanta falta de ar.

Se o quadro for muito grave, o médico pode indicar cirurgia para reduzir o tamanho do pulmão. Para isso, as células destruídas são retiradas e há a melhora na respiração.

Reduzir o uso do tabaco ou mesmo parar de fumar é a melhor forma de prevenir o enfisema. Também se deve evitar ficar em lugares onde a pessoa possa ser um fumante passivo (quando inala a fumaça emitida por outro tabagista).

Caso você queira, mas não consiga parar de fumar, procure um profissional da área de pneumologia. Ele poderá indicar o melhor tratamento, incluindo atividades multidisciplinares acompanhadas por psicólogos e outros atores de saúde.

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